quarta-feira, 9 de maio de 2012

42% dos resíduos sólidos coletados no país vão para locais inadequados, indica estudo

São Paulo – A quantidade de resíduos sólidos gerados no Brasil em 2011 totalizou 61,9 milhões de toneladas, 1,8% a mais do que no ano anterior, de acordo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2011, lançado hoje (8), pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), durante a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo. Do total coletado, 42% do lixo acabam em local inadequado.


Segundo o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o crescimento de resíduos sólidos no período de 2010 para 2011 foi duas vezes maior do que o crescimento da população, que cresceu 0,9% no período. “Se continuarmos nessa curva ascendente de crescimento ano após ano e não conseguirmos, de alguma forma, adotar ações adequadas para conter essa geração, certamente, em médio prazo, nossos sistemas de gestão de resíduos entrarão em colapso”.

O estudo mostra ainda que, em 2011, foram coletados 55,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que resulta em uma cobertura de 90%. “Cerca de 10% de tudo o que é gerado acabam em terrenos baldios, córregos, lagos e praças. Nós vemos que esse problema é recorrente em praticamente todas as cidades do país”, disse Silva Filho. Da quantidade coletada, o Sudeste responde por 53% e o Nordeste por 22%. “Nessas duas regiões estão concentrados 75% de todo o lixo do território nacional”.

Segundo o Panorama, 42% dos resíduos sólidos foram destinados em locais inadequados como lixões e aterros controlados. Filho ressaltou que a Abrelpe considera a segunda opção inadequada porque, do ponto de vista ambiental, têm o mesmo impacto negativo que os lixões. “O aterro controlado não protege o meio ambiente como um aterro sanitário”.

De acordo com a publicação, a quantidade de lixo levado para aterros sanitários pode ter sido maior em porcentagem, mas ao analisar a quantidade nota-se que em 2011 a situação piorou. “Em 2010 o volume de destinação inadequada foi 22,9 milhões de toneladas contra 23,2 milhões de toneladas em 2011”, disse.

O Panorama indica ainda que dos 5.565 municípios brasileiros, 58,6% do total, afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, o que significa um aumento de 1% em comparação ao ano anterior. Com relação à coleta de lixo hospitalar, os municípios coletaram e destinaram 237,6 mil toneladas de resíduos de saúde, das quais 40% têm destino inadequado. “Dessa porcentagem temos 12% indo para lixão, sendo depositados sobre o solo sem tratamento prévio, não só contaminando o meio ambiente mas trazendo um risco muito grave para as pessoas que tiram seu sustento desses lixões”.

Para Silva Filho, o cenário revelado pelo Panorama precisa ser modificado até agosto de 2014, quando acaba o prazo para o cumprimento das metas da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Na avaliação do diretor executivo, as empresas do setor estão preparadas para enfrentar o desafio, pois têm tecnologia, conhecimento técnico e mão de obra. “Precisamos de vontade política e do recurso necessário para tanto. Sem isso não teremos a possibilidade de atender o que determina a lei nacional”, disse.


Fonte: Agência Brasil
Reportagem: Flávia Albuquerque

Repórter da Agência Brasil




terça-feira, 8 de maio de 2012

Especialistas e militares temem guerra cibernética no futuro

Voltando as postagens, começando com uma reflexão num mundo em constantes transformações...

Michael Gallagher


Da BBC Brasil

Um exercício militar internacional, realizado em março em uma base militar na Estônia, tentou prever as consequências de um novo tipo de conflito, uma guerra cibernética. A operação Locked Shields não envolveu explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.

Nos terminais da equipe de ataque, localizados no Centro de Excelência da Otan em Defesa Cibernética Cooperativa, foram criados vírus ao estilo "cavalo de Troia" e outros tipos de ataques pela internet que tentavam sequestrar e extrair dados das equipes inimigas. O objetivo era aprender como evitar estes ataques em redes comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.

O fato de a Otan ter estabelecido seu centro de defesa na Estônia também não é por acaso. Em 2007 sites do sistema bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS (sigla em inglês para "distribuição de negação de serviço") durante um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.

Os responsáveis seriam hackers ativistas, partidários da Rússia, insatisfeitos com a retirada de uma estátua da época da União Soviética do centro da capital do país, Tallinn. Os ataques DDoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica temporariamente fora de serviço.

Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as últimas armas digitais. Atualmente, o temor é de que a 2ª Guerra da Web, se e quanto acontecer, possa gerar danos físicos, prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.

Trens descarrilados e blecautes

Para Richard A. Clarke, assistente de combate ao terrorismo e segurança cibernética para os presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush, ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo o país, por exemplo. "Eles podem causar blecautes, e não apenas cortando o fornecimento de energia, mas danificando de forma permanente geradores que levariam meses para serem substituídos. Eles podem fazer coisas como causar explosões em oleodutos ou gasodutos. Eles podem fazer com que aeronaves não decolem", disse.

No centro do problema estão interfaces entre os mundos físico e digital conhecidas como sistemas Scada, ou Controle de Supervisão e Aquisição de Dados, na sigla em inglês. Estes controladores computadorizados assumiram uma série de tarefas que antes eram feitas manualmente. Eles fazem de tudo, desde abrir as válvulas de oleodutos a monitorar semáforos.

Em breve estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central. O detalhe importante é que estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, receber a próxima tarefa e reportar problemas. Caso hackers consigam entrar nestas redes, em teoria, conseguiriam também o controle da rede elétrica de um país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria ou supermercados e outros sistemas ligados à infraestrutura.

Dispositivos vulneráveis

Em 2007, o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas Scada. Com um software, o departamento entrou com comandos errados e atacou um grande gerador a diesel. Vídeos da experiência mostram o gerador chacoalhando violentamente e depois a fumaça preta toma toda a tela.

O temor é de que, um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers que apenas querem se divertir possam fazer o mesmo no mundo real. "Nos últimos meses temos vistos várias coisas", disse Jenny Mena, do Departamento de Segurança Nacional. "Atualmente existem mecanismos de buscas que podem encontrar aqueles dispositivos que estão vulneráveis a um ataque pela internet. Além disso, vimos um aumento no interesse nesta área na comunidade de hackers e de hackers ativistas."

Uma razão de os sistemas Scada terem uma possibilidade maior de ataques de hackers é que, geralmente, engenheiros criam o software, ao invés de programadores especializados.

De acordo com o consultor de segurança alemão Ralph Langner, engenheiros são especialistas em suas áreas, mas não em defesa cibernética.

"Em algum momento eles aprenderam a desenvolver software, mas não se pode compará-los a desenvolvedores de software profissionais que, provavelmente, passaram uma década aprendendo", disse.

E, além disso, softwares de infraestrutura podem estar muito expostos. Uma usina de energia, por exemplo, pode ter menos antivírus do que um laptop comum.

Quando as vulnerabilidades são detectadas, pode ser impossível fazer reparos imediatos no software.

"Para isso, você precisa desligar e ligar novamente (o computador ou sistema). E uma usina de energia precisa funcionar constantemente, com apenas uma parada anual para manutenção", disse Langner. Portanto, até o desligamento anual da usina, não se pode instalar novo software.

Stuxnet

Em 2010, Ralph Langner e outros dois funcionários de sua companhia começaram a investigar um vírus de computador chamado Stuxnet e o que ele descobriu foi de tirar o fôlego.

O Stuxnet parecia atacar um tipo específico de sistema Scada, fazendo um trabalho específico e, aparentemente, causava pouco dano a qualquer outro aplicativo que infectava.

Era inteligente o bastante para encontrar o caminho de computador em computador, procurando sua presa. E também conseguia explorar quatro erros de software, antes desconhecidos, no Windows, da Microsoft.

Estes erros são extremamente raros o que sugere que os criadores do Stuxnet eram muito especializados e tinham muitos recursos.

Langner precisou de seis meses para analisar apenas um quarto do vírus. Mesmo assim, os resultados que conseguiu foram espantosos.

O alvo do Stuxnet era o sistema que controlava as centrífugas de urânio na usina nuclear de Natanz, no Irã.

Atualmente se especula que o ataque foi trabalho de agentes americanos ou israelenses, ou ambos. Qualquer que seja a verdade, Langner estima que o ataque o Stuxnet atrasou em dois anos o programa nuclear iraniano e custou aos responsáveis pelo ataque cerca de US$ 10 milhões, um custo relativamente pequeno.

Otimistas e pessimistas

O professor Peter Sommer, especialista internacional em crimes cibernéticos afirma que a quantidade de pesquisa e a programação sofisticada significam que armas do calibre do Stuxnet estariam fora do alcance da maioria, apenas disponíveis para governos de países avançados. E governos, segundo o especialista, costumam se comportar de forma racional, descartando ataques indiscriminados contra alvos civis.

"Você não quer causar, necessariamente, interrupção total. Pois os resultados podem ser imprevistos e incontroláveis. Ou seja, apesar de alguém poder planejar ataques que possam derrubar o sistema financeiro mundial ou a internet, por quê alguém faria isto? Você pode acabar com algo que não é tão diferente de um inverno nuclear."

No entanto, o consultor Ralph Langner afirma que, depois de infectar computadores no mundo todo, o código do Stuxnet está disponível para qualquer que consiga adaptá-lo, incluindo terroristas.

"Os vetores de ataque usados pelo Stuxnet podem ser copiados e usados novamente contra alvos completamente diferentes. Até há um ano, ninguém sabia de uma ameaça tão agressiva e sofisticada. Com o Stuxnet, isso mudou. (...). A tecnologia está lá, na internet."

Langner já fala em uma certeza: se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que tem pouca dependência da internet.

E isto significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados como os Estados Unidos, já não se aplicam mais.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Eleições do Baixo Tocantins: Humildade é a palavra

Para os analistas políticos de escritórios do Baixo Tocantins...

Vai uma observação para guardar com carinho...

Nas Próximas eleições lá pelo tocantins, e seus municípios ganharão os condidatos a alciade que demonstrarem humildade com povo... Muito cuidado com a vaidade e a soberba, principalmente para aqueles que substimam a população. Falo de cátedra... O Povo observa o alcaide e seus asseclas do mal, principalmente em algumas localidades onde os mesmos não valem uma nota de tostão... A população está cansada... Alguns renovarão com supresas, outros continuarão... Como diz Nelson Rodrigues, vai etender a unanimidade, principalmente quando ela está no mobral...

Na próxima observação para os Analistas de escritórios, vamos cobrar pela observação...

sábado, 14 de abril de 2012

O antropólogo Gilberto Velho e seu legado

Morreu na madrugada deste sábado, aos 66 anos, o antropólogo Gilberto Velho. Primeiro profissional da área a ingress ar na Academia Brasileira de Ciências (em 2000), dormia em seu apartamento, em Ipanema, quando sofreu um AVC. Gilberto apresentava problemas de cardiopatia. O enterro será no domingo, das 10h às 15h, na capela 3 do Cemitério São João Batista, em Botafogo. Gilberto era divorciado e não deixa filhos.
Para o antropólogo Roberto DaMatta, a morte de Gilberto Velho deixa uma lacuna nos estudos sobre os fenômenos urbanos, como a violência e a constituição da sociedade moderna.
— Como orientador, ele ajudou a concluir muitas teses importantes para a ciência. Tinha uma sabedoria muito grande e, além de grande acadêmico, era meu amigo — contou.
Vice-presidente da Associação Brasileira de Antropologia, Luiz Fernando Duarte é categórico ao dizer que Gilberto é um dos fundadores da antropologia urbana no Brasil, ciência que trouxe de seus estudos nos Estados Unidos:
— A antropologia era muito caracterizada pelo estudo das sociedades indígenas. Gilberto colocou em questão assuntos como o consumo de drogas e a sensualidade.
Em 2000, o antropólogo Gilberto Cardoso Alves Velho alcançou um feito inédito na sua profissão: tornou-se o primeiro de sua área a ingressar na Academia Brasileira de Ciências. O fato chamou a atenção para a relevância de um acadêmico que publicou obras clássicas da antropologia urbana brasileira, como “A utopia urbana: um estudo de antropologia social” (1973) e “Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea” (1981).
Atualmente, Gilberto era professor titular do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, da UFRJ. Em 2000, foi agraciado com a Grã Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. No ano anterior, já havia ganhado a Comenda da Ordem de Rio Branco.
Nascido no Rio, Gilberto graduou-se em ciência sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da UFRJ, em 1968. Em 1970, ele se tornaria mestre em antropologia social pela mesma faculdade. Um ano depois, se especializaria em antropologia urbana e das sociedades complexas na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Em 1975, concluiria o doutorado em ciências humanas pela Universidade de São Paulo.
Gilberto Velho foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (1982-1984), presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (1994-1996) e vice-presidente da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (1991-1993).

Fonte: O Globo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sobre Pesquisas Eleitorais: algumas pequenas reflexões

Acompanham por noticiários e também por alguns sites das redes sociais que já começou o período de pesquisas eleitorais. O que observo por anos de coordenação e supervisão de pesquisas tanto para o serviço público, como para a iniciativa privada é que sempre a experiência e a seriedade são indicativos para que os resultados sejam de fato aquilo que os entrevistados estão sugerindo e/ou pensando no momento de qualquer levantamento estatístico. Para isso, algumas recomendações são importantes, como:

1 - A amostra bem elaborada e estratificada conforme os critérios estatísticos;

2 - Pesquisadores de campo com bom treinamento, principalmente na abordagem das perguntas espontâneas;

3 - Supervisão de campo com experiência e atentas a problemas que surgem no decorrer da pesquisa;

4 - Checagem de campo, um importante instrumento para a qualidade da informação...


Cabe salientar, a seriedade e a ética nas informações, pois as diferenças de margens de erro podem ser manipuladas para mais, ou para menos, o que poderá resultar a induções equivocadas e maquiadas para candidato A, e/ou  marca B...

PS: Sou a favor que os Tribunais Eleitorais proíbam pesquisas políticas 15 dias do pleito eleitoral... Pois, observamos os riscos de manipulação, colocando descrédito nas informações e induzindo o eleitor a votar naquele que foi colocado na frente e/ou estratégicamente induzidos para mais ou menos ...





O Editor

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Deficiente visual é o maior usuário das bibliotecas em SP

Deficiente visual é o maior usuário das bibliotecas em SP
Edison Veiga e Paulo Sandaña - O Estado de S. Paulo - 28/03/2012
Sérgio Luiz Florindo, de 51 anos, já pegou de empréstimo 533 livros na Biblioteca São Paulo, zona norte da capital. É o associado que mais obras leu nos dois anos do equipamento. "Os livros me levaram a lugares que eu nem imaginava existir", diz ele, que é deficiente visual de nascença. Mantida pela Secretaria de Estado da Cultura, a Biblioteca SP tem um grande acervo de audiolivros - além de filmes, CDs, gibis, jogos, computadores com acesso à internet e até os tradicionais livros em papel. Levado pela filha Larissa, de 25 anos, Florindo descobriu o mundo dos audiolivros. Além dos autores favoritos, já tem até sua lista de melhores narradores - Drauzio de Oliveira é o primeiro, seguido de Carlos Campanelli.
Florindo se tornou um devorador de obras. No áudio do DVD da sua casa, chega a ouvir três livros em um dia. A biblioteca permite que ele pegue dez obras de cada vez, ele nunca pega menos que isso. "O cego constrói a imagem na mente e o escritor faz isso pra ele. Descreve a fisionomia, o lugar, fornece a imagem e eu vou construindo", conta ele. A primeira obra que pegou foi Brumas de Avalon (de Marion Zimmer Bradley). Acabou com os quatro volumes em dois dias. Só falta O inferno para que termine a Divina Comédia, de Dante Alighieri. Mas seus livros prediletos são: Dom Quixote, de Cervantes, e toda obra de Jorge Amado.
O entusiasmo de Florindo com os livros deve-se muito pela segregação a que foi submetido a vida toda. Nunca aprendeu a ler em braile. Estudou praticamente todo o ensino fundamental omitindo à escola que era deficiente visual. Contava com a ajuda de colegas. No ensino médio, um professor entendeu que sua deficiência traria problemas à classe e ele teve de abandonar a escola. "Ficava muito sozinho, só um amigo peruano que me ajudava mesmo. Graças a ele, eu até dirigi um carro uma vez." Aos 21 anos, trabalhou por um tempo no estoque de uma perfumaria. Com ajuda do irmão, o chefe também não sabia que ele era deficiente. Após a descoberta, teve de sair. Foi seu único emprego. Casou, teve uma filha. Quando Larissa tinha 10 anos, a mãe sumiu. Florindo cuidou da filha, ajudou-a com as lições da escola. Ainda hoje Florindo mora em com a mãe. "Eu fiquei por anos sem fazer nada em casa. Às vezes cansa não enxergar porque a gente perde muita coisa. Para mim, os livros foram a fuga", diz. Florindo também gosta de cinema e tem sua musas preferidas, a partir das descrições de amigos. "Minha preferida é a Kim Basinger. Porque é loira e tem olhos claros", diz ele. "Sou cego mas não sou bobo."

terça-feira, 27 de março de 2012

Teu povo te quer de volta, Belém!


Ainda te chamam de menina morena, mesmo prestes a te tornares quatrocentona.

Mas há de se perguntar, às vésperas do teu quartocentenário:

Será que tá tudo bem, Belém?

Em tuas ruas, além das sombras das frondosas mangueiras a amenizar o
calor, recrudesce, dia e noite, o sombrio abandono das tuas crianças.

Em tua atmosfera, o cheira-cheira do tacacá e o delicioso aroma das
tuas frutas concorrem com o lixo que não suportamos cheirar.

Em tuas escolas, onde o presente é de esquecimento, educadores e
estudantes te imploram pelo futuro.

Teus filhos e filhas, largados à própria dor, nos corredores e no chão
das unidades de saúde, sem remédio para aliviar os males, sem
tratamento e atenção, reclamam teu colo de mãe.

Teu povo te quer de volta, Belém!

Teu povo te quer liberta do abandono e do maltrato.

Teu povo, amável e hospitaleiro, lutador e insubmisso, te quer de volta!

Belém, Belém, que todas as manhãs acorda a feira na beira do Guajará,
eis aqui o teu povo desperto e ávido para saciar os murmúrios de
saudades que há muito latejam no peito.

Saudades da nossa Belém cheirosa e formosa.

Saudades da nossa Belém que abraçava e acolhia o seu povo e por este
era abraçada e acolhida.

És, Belém, nossa bandeira.

És, Belém, nossa terra, nossa casa, nosso chão.

E é por ti, Belém, que conclamamos o teu povo à luta.

É por ti, Belém, que conclamamos o teu povo a um esforço que não cabe
num único segmento da sociedade, ou numa única pessoa, ou num único
partido.

E a que luta e esforço nos referimos?

A luta e o esforço para devolver Belém ao seu povo; para devolver o
povo à sua cidade; para devolver à Belém e ao seu povo o direito a um
presente e a um futuro de justiça e felicidade.

Mas se essa luta e esse esforço não cabem num único segmento social,
ou numa única pessoa, ou num único partido, cabem muito menos aos que
usurparam as riquezas da nossa cidade e sequestraram a esperança de
seu povo.

Essa luta e esse esforço são dos que fazem da busca por justiça e
felicidade coletivas, a razão de ser dos eleitos e a única razão ética
que justifica os governos.

O governo de Belém a ser eleito para o próximo quadriênio (2013 a
2016) será o governo dos 400 anos.

Façamos valer o dito popular segundo o qual cada povo tem o governo que merece.

E que governo o povo de Belém merece em seus 400 anos?

O que merecemos, e queremos, é um governo que governa com participação
e controle social; que cuida de suas crianças e idosos; que preza e
pratica a solidariedade; que governa com transparência; que não
usurpa, malversa ou dilapida o bem público; que busca obstinadamente a
justiça e a felicidade para todos; que mira o futuro sem descuidar-se
do presente de seus filhos e filhas, naturais e adotivos.

O povo de Belém quer de volta o direito a um presente e a um futuro
dignos. Quer de volta o direito de sonhar, pois já o provou, não faz
muito tempo, e não esquece o gosto.

Este manifesto, mais do que uma declaração de amor por Belém, é o ato
inaugural de um movimento cívico no qual o povo de Belém é o
protagonista.

O segundo, de tantos outros atos que se seguirão, consistirá na
realização de um grande seminário, no dia 17 de abril, às 14 horas, no
Hotel Sagres, que será um espaço reflexivo e propositivo sobre os
problemas, soluções e desafios da nossa cidade, em seus 400 anos.

Com fé no que virá, exortamos homens e mulheres, jovens e idosos,
trabalhadores, empresários, estudantes, enfim, todos e todas, a
aderirem a esse movimento cívico que haverá de devolver Belém ao seu
povo.

Belém, 26 de março de 2012.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Criação de banco de desenvolvimento do Brics deve passar por análise técnica

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, subsecretária-geral de Política do Ministério de Relações Exteriores, disse hoje (22) que a proposta de criação de um banco de desenvolvimento do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deverá ser analisada por um grupo técnico. O tema gera polêmica pela ausência de detalhes sobre o funcionamento da instituição.

O assunto deverá ser um dos pontos principais da 4ª Cúpula do Brics, que começa na próxima quinta-feira (29), em Nova Delhi, na Índia. “A ideia é a criação de um banco do Brics voltado para a promoção de projetos de desenvolvimento sustentável e no campo de infraestrutura no Brics e em países em desenvolvimento”, disse a embaixadora. “Ainda não há detalhes sobre sobre áreas prioritárias. Essa ideia ainda é embrionária”, acrescentou.

A nova instituição bancária deve ser uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é que, ao final da cúpula, os presidentes assinem uma declaração sinalizando a disposição de criar a instituição, mas sem fixar os detalhes.
A embaixadora disse ainda que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi consultado sobre o assunto e disse que considera o tema útil e a ideia inovadora.

Ela disse ainda que certamente os líderes do Brics deverão abordar a necessidade de mudanças na estrutura do FMI. Os países do bloco têm interesse na reformulação da entidade e, no caso do Banco Mundial, a posição defendida pelos países do bloco é a de que as nomeações sejam pelo critério de mérito e não por indicação política.

Edição: Talita Cavalcante - Agência Brasil

domingo, 25 de março de 2012

Ministério das Cidades lança o seu primeiro curso a distância no Portal Capacidades

Diretrizes para o Cadastro Territorial Multifinalitário é o tema do primeiro curso.

 
O Ministério das Cidades e o Lincoln Institute of Land Policy, em parceria com a Caixa Econômica Federal, lançam o primeiro curso a distância na plataforma moodle do Portal Capacidades.

O Curso Moderado “Diretrizes para o Cadastro Territorial Multifinalitário” tem o objetivo principal de apresentar aos técnicos, gestores municipais e agentes sociais dos municípios brasileiros as Diretrizes Nacionais que visam à criação, instituição e atualização do Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), aprovadas no âmbito da Portaria Ministerial 511, de 07 de dezembro de 2009, publicada no DOU de 08 de dezembro de 2009.

Durante o curso, profissionais renomados da área cadastro e geotecnologias estarão à disposição dos alunos e utilizarão recursos didáticos-metodológicos como videoaulas e fóruns específicos de discussões para tirar todas as dúvidas sobre o assunto e fomentar o estudo da área.

As informações sistematizadas e integradas proporcionadas pelo CTM colaboram na gestão socioambiental das cidades, na conformação do direito urbanístico e desenvolvimento sustentável dos municípios, favorecendo a aplicação dos instrumentos do Estatuto da Cidade, viabilizando uma sociedade livre, justa e solidária. Possibilitam, ainda, uma maior justiça social e fiscal, e a correta arrecadação dos tributos locais, garantindo a igualdade na tributação.

O CTM permite o acompanhamento dos resultados dos programas sociais e políticas públicas, por meio da disponibilização de informações seguras e atualizadas, o que conduz a uma melhor participação social na gestão das cidades, objetivo da moderna administração pública.

Tendo em conta o número limitado de vagas, as inscrições poderão ser feitas somente de 21 a 27 de março de 2012. Acesse a agenda do Portal Capacidades para obter maiores informações e participe!

Fonte: http://www.capacidades.gov.br

sábado, 24 de março de 2012

Segurança de urna eletrônica é violada em teste no TSE

Segurança de urna eletrônica é violada em teste no TSE: Entre nove equipes de especialistas de universidades de todo o país que participaram dos testes, a equipe da UnB foi a única a identificar fragilidades no sistema eleitoral.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Tarifas Bancárias do FNO Preoucupam Economistas e Engenheiros Projetistas



A Comissão de Economistas Projetistas do Estado do Pará, juntamente com os projetistas engenheiros e avaliadores, realizaram mais uma reunião para discutir os impactos onerosos das tarifas praticadas pelo Banco da Amazônia (BASA) sobre estruturação de projetos, validação de laudos e avaliação de bens para dação em garantia e vistoria de projetos em fase de implantação apoiados com recursos do Fundo Constitucional de Financiamentodo Norte (FNO).

A preocupação dos profissionais é referente aos valores das tarifas acima mencionadas que vigoram desde 15.08.2011, ratificados em 01.03.2012, sobretudo no que se refere aos custos dos serviços referidos. O reflexo da oneração do(s) projeto(s) por conta da tarifação do Banco tem sido a redução no volume da demanda por recursos dedicados ao fomento do desenvolvimento da Região Norte.

No dia 06 de dezembro de2011, representantes da Comissão de projetistas, juntamente com o Sindicato dos Economistas do Estado (SINDECON-PA), a Federação Nacional dos Economistas (FENECON),o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA-PA) e o Sindicato dos Engenheiros do Pará (SENGEPA), enviaram ao Banco da Amazônia uma carta, coma finalidade de sensibilizar sua diretoria para os efeitos negativos desta nova política de tarifação, porém passados mais de três meses, não obtiveram resposta. A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) também já se manifestou ao BASA propondo-lhe a revisão da tabela de tarifas, estando também no aguardo de resposta.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Força do Estado do Maranhão

Com investimento na ordem de 30 bilhões de reais, a Segunda Esquadra da Marinha do Brasil poderá ser construída ao lado do porto da Madeira, em São Luís. A possibilidade concreta da localização no Estado do Maranhão reforça a tese política da força daquele Estado. Cabe salientar que o Estado do Pará detém uma localização estratégica para o referido projeto. A construção do mega projeto impactará em geração de emprego e renda diretos e indiretos, e a reformulação da infraestrutura para a região que terá o privilégio da execução do projeto. Com a palavra, nossas autoridades políticas e institucionais do Estado do Pará que estão a ver navios para essa importante obra de defesa nacional...