A morte da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo do Estado Rio Janeiro, na madrugada desta sexta-feira. Reforça a tese que no Brasil, as autoridades estão pedendo a guerra contra o crime organizado.
sábado, 13 de agosto de 2011
América do Sul precisa dobrar geração de energia para evitar apagão
Apagão à vista
A América do Sul só ficará livre da ameaça de um apagão se dobrar sua capacidade energética até 2030, segundo estimativas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe - Cepal.
"São necessários aproximadamente mais 200 gigawatts de capacidade de geração de energia. No total, incluindo as linhas de transmissão, este pacote custaria mais de US$ 500 bilhões", disse à BBC Brasil o engenheiro e economista uruguaio Beno Ruchansky, responsável pela Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura da Cepal.
Segundo ele, essa expansão na oferta de energia poderá evitar um problema de abastecimento na região, em um momento de forte expansão das economias da América do Sul.
"A energia pode chegar a ser um obstáculo para o desenvolvimento da região se a produção energética não acompanhar o aumento da demanda gerada pelo crescimento econômico", disse Ruchansky.
Pelos cálculos da Cepal, em função deste crescimento econômico, o consumo de energia elétrica na América do Sul aumentou 40% entre 2001 e 2010.
Para o especialista, neste período de expansão econômica, a oferta ficou "apertada" somente nas etapas de seca (na região onde estão as hidrelétricas).
"Sabemos que não existe varinha mágica, mas também sabemos que este debate é importante para que os avanços necessários sejam realizados", disse o especialista.
Ampliação do potencial energético
Para a Cepal, a ampliação deste potencial energético deve atender "a toda a dimensão" da cadeia energética-social, com a ampliação da distribuição de energia para os que ainda vivem sem luz, além das preocupações com meio ambiente, e que as iniciativas sejam política e economicamente "viáveis", para que o consumidor "possa pagar" pelo serviço.
Na opinião do engenheiro, não basta apenas se discutir a questão financeira: "É preciso se debater e se chegar a um consenso para que os projetos avancem. Em muitos casos, eles estão geram polêmicas por questões ambientais, por exemplo", disse.
É o caso das usinas de Belo Monte, no norte do Brasil, e de HydroAysen, no sul do Chile. "A América do Sul baseia sua energia elétrica principalmente em hidrelétricas. Ou seja, energia limpa. Mas em alguns casos, o problema não é só a velocidade do crescimento econômico, mas a falta de redes de distribuição", disse.
Para ele, é preciso aumentar a oferta para evitar apagões como os que ameaçam países vizinhos do Brasil.
Na semana passada, o governo peruano do presidente Ollanta Humala anunciou que deverá ter de importar energia elétrica do Equador para atender à demanda do norte do país.
O ministro de Minas e Energia do país, Carlos Herra Descalz, anunciou o racionamento de energia no norte do Peru, que inclui a cidade de Piura, e disse ainda que o problema não é a escassez de energia, mas como distribuí-la do centro para o norte do país.
Racionamento de energia
Ao mesmo tempo, também na semana passada, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo para que os bolivianos racionem o consumo de energia elétrica.
"Devemos ter mais cuidado com o uso da nossa eletricidade", disse Evo. Ele reconheceu que a principal hidrelétrica do país, Guaracachi, está "sobrecarregada", e que ficou difícil atender à demanda de eletricidade principalmente pelas indústrias do país.
No Chile, o diretor do Centro de Economia dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Universidade do Chile, o economista Eugenio Figueroa, disse que a economia local cresce a um ritmo de cerca de 5% anual nos últimos 20 anos.
"Precisamos tirar projetos, como o HidroAysen, do papel para evitar que a energia seja problema para nossa expansão", disse. Mas reconheceu que o projeto gera críticas dos ambientalistas. Para ele, "de forma exagerada".
Na visão do especialista da Cepal, superar impasses será uma forma de realizar obras necessárias e afastar o horizonte do corte de luz elétrica.
Fonte: BBC
sábado, 6 de agosto de 2011
Brasil, país acolhedor...
Pesquisa da IPSOS MORI confirma que o Brasil é um país acolhedor.
O Brasil é o país que vê os imigrantes de maneira mais positiva, segundo uma pesquisa global que ouviu 17 mil pessoas em 23 países.
leia mais: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110805_brasil_imigrantes_is.shtml
O Brasil é o país que vê os imigrantes de maneira mais positiva, segundo uma pesquisa global que ouviu 17 mil pessoas em 23 países.
leia mais: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110805_brasil_imigrantes_is.shtml
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Brasileiro ganha ouro na Olimpíada Internacional de Informática
Mônica Pileggi - Agência Fapesp
O Brasil ganhou sua primeira medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Informática (International Olympiad in Informatics - IOI).
Na 23ª edição da competição, o país conquistou o terceiro lugar na classificação geral, à frente dos ibero-americanos e de nações como Inglaterra, França, Canadá e Alemanha. O evento ocorreu entre 22 e 29 de julho em Pattaya, na Tailândia.
Perfeição
Felipe Abella Cavalcante Mendonça de Souza, que participou pelo Colégio Geo, de João Pessoa - onde estudou até o fim de 2010 e atualmente é aluno da Universidade Federal de Campina Grande -, foi o responsável pelo fato inédito ao conquistar 598 pontos, dos 600 possíveis.
Souza ficou atrás de apenas dois estudantes, Gennady Korotkevich, da Bielo-Rússia (1º lugar, com 600 pontos), e Haoqiang Fan, da China (599 pontos), que também levaram ouro.
Os outros três competidores da equipe brasileira, Renato Ferreira Pinto Júnior (Colégio Objetivo de São Paulo), Caíque Porto Lira (Colégio Farias Brito, Fortaleza) e Marcos Massayuki Kawakami (Colégio Etapa de São Paulo), conquistaram medalhas de bronze.
Juventude promissora
Cerca de 80 países participam todos os anos da IOI, com equipes de até quatro alunos com idades entre 11 e 19 anos.
Neste ano, a olimpíada contou com 304 jovens, que competiram individualmente resolvendo tarefas de programação de computadores.
Para participar da edição internacional, os estudantes brasileiros são selecionados por meio da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI).
A competição é promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e coordenada pelo professor Ricardo Anido, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC-Unicamp).
Anido explica que o processo de classificação na OBI está dividido em três fases, com cinco modalidades cada. Na primeira delas, as provas eliminatórias são realizadas nos colégios. Na segunda, os que têm melhor pontuação participam de uma competição que é realizada, a cada ano, em uma capital do Brasil.
"Dessas duas primeiras etapas, de um universo que se inicia, geralmente, com cerca de 20 mil alunos, selecionamos os 12 melhores. Depois, há uma seletiva na Unicamp, da qual saem os quatro melhores que irão representar o Brasil na IOI", disse à Agência FAPESP.
Aulas de programação
O professor contou que apenas os alunos da modalidade avançada - composta por estudantes do ensino médio e conhecida por "programação nível 2" - conseguem concorrer à seleção da IOI.
Para Anido, o problema para a participação tardia no torneio internacional não está na idade dos competidores, mas no sistema educacional do Brasil. "Tanto na China como na Rússia, e em alguns países do Leste Europeu, os estudantes têm, desde o equivalente ao nosso ensino fundamental, aulas de programação na grade curricular. Por conta disso, adquirem uma base matemática muito boa. Já na maioria das nossas escolas, não temos nem aulas de informática",
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Narcossalas em lugar da Cracolândia
Os restos humanos que caminham em meio ao lixo e as drogas, nas ruas da Cracolândia, compõem um dos cenários mais tristes da cidade de São Paulo. São centenas de pessoas em processo de destruição, doentes e alucinados que, enquanto esperam a morte, única esperança que têm, se alimentam com crack. As soluções ensaiadas até aqui não oferecem perspectivas positivas. A reurbanização proposta pela prefeitura esquece da saúde pública; e a remoção citada por Gilberto Kassab, em sabatina na Folha de SP, tem caráter policialesco e autoritário. Não há histórico no mundo de que estas políticas tenham servido para melhorar a qualidade de vida das pessoas e da cidade.
São Paulo poderia ser inovadora e propulsora de uma guinada na história do combate às drogas se ouvisse o que disse Walter Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Giovanni Falconi, na conversa que tivemos, no quadro Justiça e Cidadania, do Jornal da CBN. Incentivador das políticas sociossanitárias, ele lembrou a experiência desenvolvida em Frankfurt, onde foram implantadas as primeiras narcossalas do mundo, em 1994, recomendada pela ganhadora do Nobel de Medicina Françoise Barre Simousse.
As narcossalas, salas seguras para consumo, são espaços onde o uso da droga é controlado e, servem de aproximação do dependente químico aos profissionais qualificados, que oferecem além de assistência médica e psicológica permanentes, internação voluntária em comunidade terapêutica e políticas de emprego.
Em 10 anos do programa, a cidade alemã que contava 6 mil drogados vagando pelas ruas viu cair pela metade o número de dependentes, reduziu consideravelmente a quantidade de usuários sendo atendidos com doenças graves, com alto custo para a rede pública, diminuiu o número de pessoas mortas por overdose e houve queda no índice de delitos relacionados ao consumo de droga.
O programa de Frankfurt contaminou mais oito cidades na Alemanha e foi implantado na Espanha, Suíça e, inclusive, em alguns estados americanos, onde usuários, a maioria dependente de heroína, vencem crises de abstinência com uso de metadona, explica Maierovitch. E nestes lugares, as narcossalas deram certo tanto em relação à redução da demanda quanto aos aspectos e práticas humanos, solidários e de reinserção social.
Para que as narcossalas substituissem a Cracolândia, em São Paulo, além de mudanças na lei nacional sobre drogas, haveria necessidade de uma transformação no olhar da sociedade e do poder público, algo que me parece, neste momento, ainda estar muito distante da nossa realidade. O que me leva a crer que continuaremos a assistir a degradação humana em plena praça pública, lamentavelmente.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Sydney Sustentável 2030 (Sustainable Sydney 2030)
Um dia , Belém do Pará com seriedade chega lá....
O projeto é uma visão para o desenvolvimento sustentável da cidade para os próximos 20 anos, envolvendo questões ligadas ao meio ambiente, economia, sociedade e cultura.
Sydney Sustentável 2030 é um plano, apresentado em 2008, que busca inserir a visão do desenvolvimento sustentável na rotina da cidade até o ano de 2030, envolvendo questões ligadas ao meio ambiente, economia, sociedade e cultura. Para isso, o plano se apropriou de dez orientações estratégicas, que servem como guia do programa. Cada estratégia possui diversos projetos associados. As temáticas são: fazer de Sydney uma cidade global, competitiva e inovadora; liderar o desempenho ambiental; integrar o transporte para uma cidade interligada; ser uma cidade para pedestres e ciclistas, com um centro “vivo” e para todos; ser uma cidade cultural e criativa; oferecer habitação para toda a diversidade da população; ter comunidades e economias locais vibrantes; atingir o desenvolvimento sustentável; promover a renovação urbana e o design; executar o plano através de parcerias e de uma administração eficaz.
Objetivos
• Fazer de Sydney uma cidade verde, global e conectada.
• Reduzir 70% das emissões de carbono até 2030 (em relação ao ano de 2006)
• Utilizar fontes de energia renovável em, pelo menos, 30% da eletricidade de Sydney
• Capacidade de atender a demanda local de energia e de água, com geração local de energia
• Aumentar o número de viagens feitas á pé e de bicicleta
• Aumentar o número de viagens por transporte público e reduzir o número de viagens por carro privado
• Inserir novas moradias à cidade, a fim de proporcionar maior diversidade de tipos familiares, a preço acessível
• Gerar novos empregos
• Facilitar a mobilidade entre diferentes áreas da cidade, com fácil acesso a ruas principais e
• Incentivar o sentido de confiança e comunidade
Cronograma
• 2008: O projeto é apresentado
Resultados
• Redução das emissões em 17% e aplicação de programas de descentralização da geração de energia, de reciclagem e armazenamento de água, além de estimular a eficiência energética em prédios e casas
• Elaboração de pesquisas para inserção de carros elétricos na frota urbana e estações de recarga para esses automóveis
• Elaboração de planos de reurbanização de áreas degradadas e de conexão de áreas periféricas com o centro de Sydney, além de iniciativas culturais, estão em andamento
• Apresentação do Plano de Infra-estrutura Verde, com instruções para a utilização de energia descentralizada, renovável, tratamento de resíduos, entre outros
• Pesquisas sobre métodos de redução de emissões pelo mundo
• Criação da primeira Zona de Baixo Carbono da cidade, com alimentação energética por trigeração local (arrefecimento, aquecimento e energia)
• Elaboração de projetos de reuso de água em parques e outros estabelecimentos, para redução da água potável, com implantação de tecnologias apropriadas para o tratamento
• Implantação de calçadas verdes, a fim de reduzir a temperatura na cidade
• Redução de 32% na quantidade de lixo disposto no aterro
Leia a matéria na íntegra: Cidades Sustentáveis
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Sentimento antigo das elites, e não do povo, move divisão do Pará, diz cientista político
Excelente matéria pinçada do Blog do Flávio Nassar - http://blogdoflavionassar.blogspot.com/ feita no Portal Uol que republicamos aqui. A novidade é a lista dos Deputados Muristas ou Giletes que como sempre querem agradar Deus e ao Diabo ao mesmo tempo.... Assim não tem salvação!!!! Papai do Céu não perdoa...
A proposta de criação dos Estados de Carajás e Tapajós reflete o sentimento de uma elite regional e não se relaciona com uma demanda popular, segundo a avaliação do cientista político Roberto Corrêa, da UFPA (Universidade Federal do Pará). Em dezembro, todos os eleitores do Pará serão consultados, em plebiscito, sobre a divisão territorial do Estado.
Segundo Corrêa, as ambições separatistas no sul do Pará existem desde o final do século 19, mas começaram a ganhar força na década de 70, quando o governo militar incentivou a ocupação da região por meio de grandes obras --rodovias Belém-Brasília e Transamazônica-- ou de fronteiras agrícolas.
“Com o Banco da Amazônia, financiaram a chegada de empresários, o agronegócio e recrutaram mão-de-obra, sobretudo no Nordeste, sob o slogan ‘homens sem-terra do Nordeste para terras sem homens na Amazônia’. Ora, essa região foi ocupada por pessoas de vários cantos do país, com outro tipo de cultura. Não há o sentimento e o espírito do Pará em Carajás”, afirma.
Na década de 80, uma nova leva de migrantes chegou a Carajás na corrida pelo ouro em Serra Pelada. Em 1982, a criação do Programa Grande Carajás e a chegada da Vale do Rio Doce na região atraíram mais migrantes para os municípios da região. Com as ondas migratórias e a chegada de grandes agricultores, o cenário de Carajás a partir da década 80 mudou drasticamente.
Atualmente, a região tem mais de 1,4 milhão de habitantes (18% da população do Pará) e um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 19,6 bilhões, o que representa quase 30% do produto do Pará. Em Carajás está a maior reserva mineral do mundo, contendo minério de ferro de alto teor, estanho, bauxita, manganês, cobre e níquel. A reserva é explorada pela Vale, hoje a maior empresa privada do país e uma das maiores mineradoras do mundo.
Apesar da riqueza, Carajás é uma das regiões mais violentas do país e detém índices acentuados de pobreza. Se for separado do Pará, Carajás terá o maior índice de homicídios entre todas as unidades federativas e será o Estado com maior número de mortes no campo.
Em Tapajós, o movimento emancipacionista existe desde a primeira metade do século 19, quando a cidade de Santarém, a maior da região, era uma comarca do Grão-Pará, assim como Belém e Manaus. Desde então, as elites políticas e econômicas da região tentaram em várias oportunidades a separação.
De acordo com Corrêa, diferentemente de Carajás, a ocupação do território dos Tapajós é antiga e teve início praticamente na mesma época que em Belém. “A região conserva o espírito antigo, original do Pará. Em Tapajós a cultura é praticamente a mesma desde o século 19 e está muito ligada ao rio [Tapajós] e à floresta”, diz.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Sugestão de Leitura - A Imagem do Mundo : dos Babilônicos a Newton
Arkan Simaan e Joëlle Fontaine conduzem o leitor pela história da ciência tomando como eixo a astronomia, desde seus rudimentos entre marinheiros e pastores da Antiguidade - os primeiros observadores do céu -, até as descobertas dos fundadores da ciência moderna. Galileu costumava destratar os adversários intelectuais.Kepler teve de defender, perante a Inquisição, a própria mãe, acusada de bruxaria. Um dos primeiros observatórios celestes de que se tem notícia foi a Torre de Babel. "Planeta", em grego, significava "astro errante", e indicava corpos que se moviam desordenados no céu, em oposição às "estrelas fixas". É por meio de explicações como essas que o livro apresenta a história surpreendente da ciência astronômica, em diálogo e conflito com crenças, medos, dogmas e mitos de cada época. A beleza e a profundidade de "A Imagem do Mundo" residem na demonstração de um paradoxo: o pensamento científico, objetivo e racional, surgiu do convívio com o pensamento mítico, com a alquimia e com a astrologia.
Editora: Companhia das Letras
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Singapura: uma cidade que anda na linha
Com obsessão por planejamento, excesso de leis e multas rigorosas, metrópole é hoje uma das mais limpas, organizadas e seguras do mundo
"Todos os dias, cerca de 200.000 pessoas vão morar em cidades. Toda semana, brota uma nova cidade do tamanho de Kyoto ou Barcelona. Em 2050, 70% da população mundial viverá em cidades, em comparação com os 50% de hoje. O desafio das cidades será garantir aos seus 6,4 bilhões de habitantes acesso a energia, água, transporte, emprego e habitação de qualidade." O texto acima, estampado com destaque em uma das entradas do Ministério do Desenvolvimento de Singapura, reflete a preocupação dos governantes dali com o futuro.
A cidade - estado no Sudeste Asiático que ganhou fama pela sua limpeza é obcecada por planejamento urbano. Ali uma maquete gigante ladeada por alguns computadores mostra cada uma de suas atuais construções e as que virão em dois, três, cinco, dez, vinte anos. Isso mesmo, vinte anos.
VAMOS A ALGUNS EXEMPLOS
Quem vive em Singapura não tem a menor ideia do que é mofar em um congestionamento. A frota da cidade é de cerca de 900.000 veículos, incluindo aí caminhões e motos. Comprar um carro custa caro, e mantê-lo, mais ainda. A vida útil do automóvel é de dez anos — depois disso, ele é descartado. Os táxis, que por natureza rodam mais, são expulsos ainda mais cedo das ruas: após sete anos. À medida que os carros "velhos" vão saindo de circulação, o governo libera licenças para autorizar novas compras. Cada licença custa cerca de 20.000 reais (esse valor varia de acordo com a demanda). Com isso, a ideia é que a frota não ultrapasse o número atual. O desestímulo não para por aí. Há 25 pedágios eletrônicos espalhados só na região central — na cidade toda são 73. Cada vez que o motorista passa sob um deles e ouve um agudo "pi¬pi" do chip instalado no para-brisa, sabe que lá se foram entre 65 centavos e 2,60 reais, dependendo do lugar e do horário.
Em contrapartida, Singapura é extremamente bem servida de transporte coletivo. São 3.300 ônibus (97% com ar-condicionado) e 129,7 quilômetros de metrô. Criado em 1987, ele tem 87 estações espalhadas por quatro linhas. Um trem não demora mais que três minutos para chegar. Para incentivar a reciclagem do bilhete unitário, uma espécie de cartão de crédito, o usuário paga cerca de 3 reais pela passagem e depois tem 1,30 real devolvido caso o retorne à máquina. Acima dessas máquinas, aliás, ficam placas lembrando que quase tudo é proibido ali: fumar, comer, beber, levar animais e portar líquidos inflamáveis, sob pena de multas que variam de 650 a 6.500 reais. Também é proibido mascar chiclete. As gomas de mascar foram banidas do país em 1992, quando jovens começaram a grudá¬-las nas portas dos trens, o que impedia que elas se fechassem corretamente, causando atrasos e interrupções no transporte público. E uma restrição curiosa: por causa do cheiro forte, os usuários também não podem carregar no metrô uma fruta nativa chamada durião, que lembra, só na aparência, a jaca.
Se flagrado jogando sujeira no chão por um dos fiscais que ficam à paisana nas estações, o porcalhão tem duas chances de pagar por isso (na primeira vez, 260 reais, e na segunda, o dobro desse valor). Na terceira, multa de 1.300 reais e constrangimento social. O contraventor é obrigado a colocar um colete com a frase "Ordem de trabalho corretivo" estampada nas costas e, como castigo, tem de varrer o chão. Não raro, quando isso acontece, o cidadão é filmado pelas autoridades e a cena passa em rede nacional. A limpeza em Singapura é tamanha que possibilita ver o reflexo das pessoas no piso dos vagões e das plataformas.
Projeto Sustentável: Empréstimo de Bicicletas na USP
A Universidade de São Paulo (USP), lançou em maio de 2011, a fase de testes do PedalUSP. O projeto consiste em um sistema automático de compartilhamento de bicicletas para alunos, professores e funcionários da universidade dentro da Cidade Universitária.
O sistema foi desenvolvido por ex-alunos de engenharia mecatrônica da USP. Segundo a universidade, a fase de testes deve acontecer até novembro. O PedalUSP terá quatro bicicletas e duas estações - nos prédios do Biênio (próximo aos anfiteatros) e da Mecânica, Naval e Mecatrônica (entrada do prédio) da Poli.
No momento da primeira utilização, os usuários precisarão se cadastrar ao sistema na central de operações usando o cartão de identificação da universidade. Também será necessário cadastrar uma senha pessoal. Para retirar uma bicicleta, será sempre necessária a utilização do cartão de identificação e da senha. O uso é gratuito, desde que a devolução da bicicleta seja feita em qualquer estação dentro do tempo permitido.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Lembram do Lalau?
Caso Lalau: R$ 55 milhões desviados voltam para a União
Fonte: Agência Estado
A União conseguiu recuperar R$ 55 milhões do dinheiro público desviado no escândalo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, em 1999, informou a Advocacia-Geral da União (AGU), com base em decisão judicial. É o maior valor desviado por corrupção já recuperado pelos cofres públicos, ainda de acordo com a AGU.
O dinheiro faz parte de um total estimado em R$ 1 bilhão da dívida atualizada do Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, que superfaturou a obra do TRT paulista. Os recursos estavam bloqueados judicialmente: são créditos detidos pelo Grupo OK e aluguéis penhorados a partir de uma decisão do Tribunal de Contas da União.
Estevão vem tentando renegociar a dívida com a AGU, como forma de liberar parte dos bens bloqueados pela Justiça. O ex-senador e empresário também contesta o valor da dívida, inicialmente calculada dez anos atrás em R$ 169 milhões. Reajustada, alcançaria cerca de R$ 1 bilhão, segundo a Advocacia-Geral da União.
Fonte: Agência Estado
Estudo com babuínos mostra que é estressante ser líder
Análise de níveis hormonais dos macacos mostra que primatas gastam muita energia para serem os melhores de seu grupo
Ser um macho dominante tem também suas desvantagens. Ao menos este é o resultado de um estudo feito com babuínos por uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e na África.
Publicado na edição desta quinta-feira (14) do periódico científico Science, o trabalho mostra que os machos melhor posicionados na hierarquia de seu grupo (chamados de machos alfa) tem níveis de hormônio de estresse mais altos que os de mais abaixo na estrutura social, em especial os logo abaixo deles (chamados de machos beta), independente de eles estarem vivendo em tempos de paz ou de luta.
Leia mais:
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/estudo+com+babuinos+mostra+que+e+estressante+ser+lider/n1597080196507.html
terça-feira, 12 de julho de 2011
Eleições nos Municípios Paraenses 2012: algumas considerações para o debate
Por Márcio Marcos Soares Ramos
João Batista Quaresma
Faltando menos de três semestres para as eleições municipais de 2012 e alguns meses para o plebiscito do sim ou não para o "esquartejamento do Estado do Pará" e sabedores que o pano de fundo é nada mais é que a busca do poder político dessas regiões...
Elencamos algumas observações que consideramos pertinentes nas eleições municipais de 2012. Em relação à divisão ou não do Estado, estamos na espera de dados mais consistentes para posterior postagem sobre o tema.
A Primeira: a mudança com transformação nas relações vigentes no município
Toda eleição é vista, fundamentalmente, do ponto de vista do pragmatismo do eleitor, da composição do eleitorado, e sua percepção ou não por mudança. Em populações onde o perfil político-econômico-social está associado a componentes "tradicionais" de curral ou feudo eleitoral, ou ainda de não-tradição de partidos mais a esquerda, é preciso entender em cada caso particular esse fenômeno. É preciso criar uma proposta de mudança que consulte as bases e construa uma proposta que seja ao mesmo tempo crível/ realizavel e capaz de alterar as relações vigentes no município.
A Segunda: a comunidade como protagonista do processo
Grandes mudanças numa prefeitura nascem não apenas de grandes projetos ou de ações em grande escala. Existem questões que todo aquele cidadão que fosse prefeito "nem que fosse por um dia" seria capaz de fazê-lo, então existem questões importantes, que podem e devem ser empreendidas, e em muitos casos/situações poderiam ter sido feitas pelos diversos prefeitos que um município teve, mas ninguém teve coragem/ousadia ou a percepção para implementar. E nada melhor que consultar a comunidade para levantar essas demandas, pois ninguém conhece uma comunidade para fazer isso que a própria .
A Terceira: combinar e ouvir o eleitor
Um projeto mais progressista e/ou mais à esquerda não pode nascer de um grupo de intelectuais sentados numa mesa de reunião, pois o conhecimento técnico deveria ser a materialização do desejo popular e não o contrário. E dessa aproximação partido-base, nascem vínculos de apoio naturalmente consolidados na responsabilidade compartilhada de um projeto de município construído por todos.
A Quarta: entendimento da inconstância do eleitorado
Por melhores que sejam as intenções de um partido que esteja representado por muitos representantes da sociedade civil organizada, a captação de demandas e desejos apenas dessa parcela, pode ( e não raro) não representar a maioria ou a parcela que decidirá num momento seguinte qual será o rumo do município dali em diante.
A Quinta: a otimização das demandas
E se o grupo for minoria hoje? Como atuar?.A sociedade é complexa, como complexa são suas soluções. Cada grupo/parcela da sociedade demanda ações/reivindica atenção a sua proposta, e não haverá recursos para todas as demandas. Todavia, existem demandas realísticas e que podem e devem ser abraçadas pela candidatura, e que se ligará à população por sua proposta de ouvir a todos, até mesmo a oposição.
A novidade pode ser bem aceita ou não. Será bem aceita se representar os anseios da população antes não ouvida em suas reivindicações, será também da capacidade do candidato ter a empatia da população e também de seu preparo em responder as críticas e pressões por parte da oposição e da população que não o conhece e /ou reconheça.
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