domingo, 20 de fevereiro de 2011

Espionagem Estratégica: Beija-flor robô

O beija-flor robô mede 16 centímetros, pesa 19 gramas e atinge até 18 km/h. [Imagem: AeroVironment Inc.]

Beija-flor robô dá show de destreza

Bioinspiração

A empresa norte-americana AeroVironment apresentou hoje um beija-flor robô que voa quase com a mesma destreza do pássaro de verdade.

Batizado de Nano Hummingbird (Nano Beija-Flor), a pequena ave mecânica é um feito inédito na área da robótica, ao voar usando asas inspiradas nas asas dos pássaros.

A aerodinâmica e o impulso gerados pelas asas dos pássaros são muito mais complexos do que os dos aviões e helicópteros, ou qualquer outro aparelho já feito pelo homem, que voam usando asas rígidas para dar a sustentação e hélices ou outro tipo de propulsão para gerar a impulsão.

Projetos anteriores, como o de um pássaro-robô, não alcançam o nível de destreza do Nano Beija-Flor.

Beija-flor robô

O beija-flor robô mede 16 centímetros, pesa 19 gramas e atinge até 18 km/h. Suas baterias recarregáveis proporcionam uma autonomia de voo de 8 minutos.

Comandado por controle remoto, o pássaro robótico imita bem o beija-flor de verdade, podendo pairar, voar lateralmente, para a frente e para trás e girar no sentido horário e anti-horário.

Uma câmera em seu pescoço transmite imagens em tempo real para o operador, permitindo que o robô explore locais fora do alcance visual de quem o controla - observe o canto superior esquerdo no vídeo abaixo.

A estabilidade de voo também é excelente - no vídeo de demonstração é possível vê-lo voando em ambientes abertos e fechados, e passando de um para o outro.

O desenvolvimento do Nano Beija-Flor começou em 2006 e custou US$4 milhões, financiado pelos militares, que planejam usá-lo para espionagem.

Assista o Video :  http://www.youtube.com/watch?v=96WePgcg37I


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Desafiando o Rio-mar – Minas do Rei Salomão?

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 11 de fevereiro de 2011.

“O que não é mais possível contestar com legítimos fundamentos é que estamos na América em presença de vestígios de uma civilização antiga muito superior a das populações que aqui encontramos. (...) O selvagem que os portugueses encontraram aqui não poderia ter sido o autor dessa infinidade de objetos exumados dos cemitérios antigos de alguns dos sambaquis e das aldeias ou malocas soterradas: ídolos, instrumentos, artefatos de uso doméstico, adornos, etc, etc” (Bernardo Ramos)

- Origem das Inscrições Rupestres Americanas

Antes de iniciar a descida do Amazonas de Manaus até Santarém fui presenteado pelo caro amigo e mestre Altino Berthier Brasil com o livro “Inscripções e Tradições da América Pré-histórica”, editado em 1929, do professor, arqueologista e pesquisador amazonense Coronel Bernardo Azevedo da Silva Ramos, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Estado do Amazonas, além de uma série de instituições de pesquisa nacionais e estrangeiras. Fiquei fascinado com o presente já que as inscrições que eu observara no Solimões e seus afluentes e, principalmente na foz do Jaú, no Rio Negro, haviam chamado minha atenção. No Rio Amazonas esse tipo de pinturas e petróglifos podem ser encontrados no rio Urubu, Itacoatiara, Oriximiná, Óbidos, Alenquer e outros tantos sítios que não pudemos observar em virtude das cheias. Ao regressar de minha jornada iniciei a leitura da obra de Bernardo Ramos, hoje considerada muito rara. O pesquisador assegurava que muitas das inscrições rupestres encontradas na América tratavam-se de “escritas primitivas”, comparando-as com as letras de alfabetos conhecidos, propondo, depois de uma ampla análise das inscrições rupestres encontradas em todo o continente americano, que elas teriam sido realizadas por fenícios e gregos, vinculando, portanto, a antiguidade brasileira à antiguidade do Oriente Médio e da Grécia. A obra de Bernardo Ramos baseava-se na controvertida publicação de Enrique Onffroy de Thoron. No seu livro “Antiguidade da Navegação do Oceano. Viagens dos navios de Salomão ao rio das Amazonas, Ophir, Tarschich e Parvaim”, de 1869, traduzido e publicado em português, em Manaus, em 1876, Thoron defendia que os navios do Rei Salomão já haviam singrado as águas do portentoso Rio-mar e que o país de Ophir que abastecia de ouro o suntuoso monarca localizava-se à bacia superior do Amazonas.

- O Rei Salomão no Rio das Amazonas

Por Viriato Corrêa - Histórias da nossa história (1829)
“Das teses que se tem escrito sobre a antiguidade do Brasil, a mais audaciosa, a mais estranha, é certamente aquela de Henrique Onffroy de Thdron. A tentativa é de uma intrepidez simplesmente assustadora. Onffroy de Thoron arroja-se a provar estas coisas extravagantes: Que os navios de Salomão, do grande rei Salomão, o da Biblia, sulcaram muitas vezes as águas do Amazonas; que o lendário e maravilhoso pais de Ofir, de onde o rei sábio tirou o imenso ouro que o tornou o monarca mais suntuoso da terra, estava colocado na vertente do Amazonas, banhada pelo rio Japurá; que a região de Parvaim não é outra senão a bacia superior do Amazonas, no território oriental do Peru; que o rico país do Tarschisch, de que tanto falam os livros sagrados, também era na Amazônia e, finalmente, que as madeiras, empregadas no magnífico templo do grande rei, eram madeiras brasileiras. (...)

Designers criam ponte que gera energia solar e eólica


Pensando na extensão das pontes e no vento forte que costuma bater nelas, três designers italianos desenvolveram um projeto de ponte integrada com geradores de energia solar e eólica. O conceito de Francesco Colarossi, Giovanna Saracino e Luisa Saracino prevê a instalação de painéis solares na superfície da estrada e de hélices entre as colunas.
Segundo o projeto, os painéis solares da ponte poderiam gerar até 11,2 milhões de kWh ao ano. Já as turbinas eólicas gerariam 36 milhões de kWh ao ano, energia suficiente para alimentar 15 mil casas. Para os designers, a ponte integrada com geradores seria uma boa solução para a obtenção de energia nos países.
 
Fonte: http://revistapegn.globo.com

Brasil: um país de muitas injustiças

Do Congresso em Foco

56 anos separam mínimo de salário de parlamentar


Quem ganha piso de R$ 545 por mês terá de trabalhar mais de meio século para alcançar o salário anual de um deputado ou senador. Por mês, cada congressista recebe o equivalente a quatro anos de salário mínimo


leia a matéria: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36105

NASA mostra imagens do Sol em frente e verso

Ver o Sol simultaneamente pelos dois lados significa que nunca mais uma tempestade solar surgirá do outro lado e nos pegará de surpresa, dizem os cientistas. [Imagem: NASA]

Os dois lados do Sol

Usando duas sondas espaciais, posicionadas atrás e à frente do Sol, em relação à órbita da Terra, a NASA finalmente conseguiu fazer imagens simultâneas dos dois lados da nossa estrela.

"Pela primeira vez podemos observar a atividade solar em toda a sua glória em 3 dimensões", comemorou Angelos Vourlidas, um membro da equipe científica da missão STEREO.



Fonte: inovação tecnológica

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Manutenção de matriz energética limpa exige investimentos

Luana Lourenço - Agência Brasil - 16/02/2011

Manter a matriz energética brasileira limpa vai exigir investimentos e integração entre as áreas de energia e meio ambiente.

A avaliação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consta no estudo Energia e Meio Ambiente no Brasil, divulgado hoje terça-feira.

Sustentabilidade ambiental

O estudo considera o componente ambiental da matriz brasileira como uma vantagem comparativa, com benefícios e responsabilidades que devem ser compartilhadas pelo governo e pelo setor privado.

"Muito mais que sacrifício para a economia nacional, a sustentabilidade ambiental deve ser vista como uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconômico," defende o documento.

Apesar do potencial de uma matriz de energia limpa, o Ipea prevê um ligeiro aumento da participação de fontes de energia não renováveis na matriz brasileira.

A principal vilã será a geração em usinas termelétricas, movidas, na maioria, a carvão, óleo e diesel: "As usinas térmicas derivadas de combustíveis fósseis passarão de 17,7 para 23,1% [da matriz]."

Ganhos de eficiência energética nas térmicas poderiam diminuir os impactos negativos desse tipo de geração na produção nacional de energia. O Ipea sugere melhoria na eficiência de máquinas como geradores e turbinas, uso de novas tecnologias, instalação de filtros mais eficientes e reaproveitamento de resíduos produzidos pelas usinas.

A sobretaxação da energia produzida pelas termelétricas também poderia desestimular a utilização dessa fonte.

"O uso de resíduos sólidos e efluentes para fins energéticos pode ser um importante fator na solução de problemas ambientais causados por resíduos - como poluição do solo, das águas e emissão de gases de efeito estufa - com custos que podem vir a ser negativos", sugere o relatório.

Eólica e solar

Segundo o Ipea, o país poderá ter ganhos de sustentabilidade na área energética com o aumento da produção de biocombustíveis - desde que haja melhorias nas etapas de produção - na expansão de projetos de energia eólica e energia solar e no aproveitamento de energia derivada de resíduos.

O diagnóstico do Ipea aponta ainda a necessidade de vincular a previsão de recursos para a geração de energia com a gestão ambiental das fontes, atualmente desconsiderada nos documentos de planejamento energético.

O estudo também propõe o aumento do financiamento para pesquisa em energia e meio ambiente, a partir de recursos cobrados de produtores de energia de fontes fósseis.

Parabéns ao Setor de Inteligência

Golpe de R$ 2,3 Bilhões contra o Banco do Brasil - Decisão da Ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, Revolta  Juízes, mas evita golpe contra o Banco do Brasil

Leia aqui: http://www.luisnassif.com/profiles/blogs/golpe-de-r-23-bilhoes-contra-o

Publicação​: Desenvolvi​mento e Inovação

Um  dos trabalhos  mais atuais em Pesquisa e Inovação no Brasil, do amigo fraterno Alessandro de Orlando Maia Pinheiro  - com estudo no livro. Um grande amigo de muitas estradas aqui no Pará, fundamos juntos e fizemos parte da primeira diretoria do Instituto Capital Social, dos estudos da Pós em Economia do Trabalho UFPA/USP, e dos trabalhos no Instituto INTEGRAR/CUT/ Condederção Nacional dos Metalúrgicos. Hoje, concluindo seu doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ.  Repasso para àqueles que trabalham na mesma perspectiva, como subsídio na discussão de um Pará, com  Desenvolvimento , Ciência, e Tecnolologia.

Resumo:

Notícias CGEE – O que ocorre de importante no ambiente de inovação que os indicadores tradicionais não mostram? É aceitável a ideia de que as empresas brasileiras sejam mais inovativas do que revelam os indicadores? Tais indagações foram o ponto de partida da pesquisa “Bases Conceituais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação - Implicações para políticas no Brasil - do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos”. O objetivo principal deste trabalho consiste em identificar e analisar condicionantes da inovação no mundo contemporâneo e propor novas abordagens para a formulação de indicadores de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A capacidade de inovação é considerada a pedra de toque do desenvolvimento e da prosperidade dos países, regiões e empresas em nossos tempos. É fonte de competitividade sustentável e fator essencial para a geração de riqueza e bem estar na sociedade. Não é por outra razão que os governos e organizações tanto se empenham para identificar meios para promover a inovação e aperfeiçoar as formas de capturar e avaliar essas atividades. Desde a década de 1960, um esforço contínuo vem sendo realizado por instituições e pesquisadores no sentido de aprofundar os conhecimentos relativos à inovação, o que significa identificar esses fenômenos, descrevê-los, observar suas propriedades e regularidades, conceituá-los, elaborar metodologias de aferição e avaliação, etc. Sem isso, as políticas de inovação correm o risco de serem inócuas, insuficientes, ou ainda, de seus resultados não serem identificados dentro de um quadro de referências adequado.

Não estamos isolados na preocupação com o melhor entendimento do processo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Os debates entre os especialistas sinalizam para o caráter incipiente ou restrito das definições e categorizações das inovações adotadas nos manuais que orientam as principais surveys e as metodologias para a elaboração de indicadores sobre inovação em um grande número de países, inclusive o Brasil. Tal preocupação está refletida nas atuais agendas governamentais de vários países e nos programas temáticos dos principais eventos internacionais da área de indicadores e políticas de Pesquisa, Desenvolvimento e inovação (Blue Sky I e II e European Network of Indicator Designers, ENID).
De fato, desde os primeiros manuais Frascati, originados por iniciativa da OCDE há algumas décadas, muitos foram os avanços realizados na elaboração de indicadores. Apesar do imenso legado de estudos originados nas principais escolas dedicadas ao tema, ainda hoje muitas são as dificuldades de se apreender os fenômenos associados à inovação. Apreender o processo de inovação é perseguir um alvo móvel; inova-se hoje de forma diferente de como se inovava no passado. Detectar as transformações, que estão sempre no passado, e desenhar políticas para o cenário que está no futuro é o principal desafio dos formuladores de política.Tendo um caráter exploratório, o presente estudo traz como resultados não respostas definitivas ou ideias consolidadas, mas um conjunto de reflexões que sinalizam para questões relevantes na formulação de política e que podem servir para orientar a elaboração de futuras pesquisas mais aprofundadas sobre o tema. Trata-se aqui de inaugurar uma nova trajetória de investigação ou engendrar o início de uma rodada de estudos e pesquisas visando revisitar e atualizar o arcabouço conceitual e metodológico subjacente à elaboração de indicadores e de políticas de inovação. Assim, desprovida da intenção de elaborar propostas consolidadas para a produção de indicadores de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovaçao, a pesquisa buscou identificar novos enquadramentos teóricos e metodológicos para reorientar a percepção dos processos envolvidos nessas atividades, bem como lançar indagações que façam avançar o conhecimento sobre o tema.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

I Simpósio de Sustentabilidade

 "Homem - Ambiente - Sustentabilidade"
16 a 18 de Setembro de 2011
São Lourenço - MG


A Sociedade de Ecologia do Brasil tem o prazer de anunciar o I Simpósio de Sustentabilidade. Os participantes que forem sócios em dia com a SEB terão desconto na inscrição para o congresso. Os interessados poderão se filiar à SEB no momento da inscrição no congresso. Para maiores informações sobre a SEB, visite o site da sociedade: www.seb-ecologia.org.br e informações sobre o congresso: contato@seb-ecologia.org.br.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As Tecnologias sociais como instrumentos de mobilizações

Jovens, Internet e política: pensando o uso das novas tecnologias nas mobilizações sociais


Patrícia Lânes - Pesquisadora do IBASE

As manifestações em curso no Egito nas últimas semanas abrem a possibilidade de uma série de reflexões sobre o uso da Internet e das chamadas NTIC (Novas Tecnologias da Informação e Comunicação) nas mobilizações sociais, sobretudo as de massa, nos nossos dias. Artigo de Felipe Corazza, publicado em 03 de fevereiro de 2011 no site da Carta Capital, engrossa o debate falando do papel desempenhado por esses meios, problematizando o fato de terem sido eles os responsáveis pela adesão massiva da população egípcia às manifestações contra o atual presidente do país, o ditador Hosni Mubarak, há três décadas no poder.

Hidroelétrica de Belo Monte: uma questão de democracia

Um artigo de fevereiro de 2010, porém atual.


Cândido Grzybowski*

A construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, na Amazônia, tem a ver com a produção e segurança energética do país, sem dúvida. Mas está longe de ser algo restrito à avaliação de engenheiros(as), economistas e gestores de política energética. Parece um símbolo emblemático dos rumos do país. Afinal, que país estamos construindo?

Belo Monte, assim como Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, são hidroelétricas pensadas como parte do projeto “Brasil Grande” da ditadura militar, nos anos 1970. Mais de 30 anos depois, tais projetos são retomados e, uma vez mais, apresentados como inevitáveis para o desenvolvimento e a segurança energética. Contribui para isso a tomada de consciência do enorme risco de mudanças climáticas por causa da queima de combustíveis fósseis. As hidroelétricas significam energia limpa.

Mesmo com significativas mudanças técnicas – de grandes reservatórios, tipo Itaipu, no rio Paraná, para reservatórios menores com turbinas turbo – e substantiva melhora na avaliação do impacto ambiental, continuamos com a mesma visão sobre energia e segurança energética dos tempos da ditadura.

Será que não existe outra maneira de ver e resolver os essenciais problemas de energia? Não acredito no autoritarismo contido na visão tecnocrática que nos impõe esse tipo de solução. Vejo, pelo contrário, a dificuldade do modelo desenvolvimentista que torna regiões inteiras do país, como a Amazônia e o Centro Oeste, meras zonas de reserva de recursos naturais. Há um desenvolvimento, na essência, concentrador de riquezas e destruidor da base natural.

A controvérsia de Belo Monte ainda não acabou, apesar da licença ambiental concedida há pouco pelo Ibama. Os “birrentos” continuam resistindo: povos indígenas originários, comunidades de pescadores, extrativistas e pequenos agricultores posseiros, todos os que têm muito a perder e nada a ganhar, nem mesmo energia elétrica, em nome do desenvolvimento do Brasil. Que Brasil? Para quem? Aos que resistem no local, aliam-se ativistas de direitos humanos e ambientalistas de variadas correntes. E há também os(as) teimosos(as) procuradores(as), atacados(as) pela própria Advocacia-Geral da União (AGU) por cumprirem o seu papel.

Não adianta alegar que todos os ritos foram cumpridos e que as 40 exigências do Ibama deverão ser atendidas para as obras não serem embargadas. O fato é que a decisão de usar o rio Xingu como recurso energético atende aos interesses de grandes empreiteiras e investidores, grandes consumidores industriais de energia elétrica (alumínio e outros). Tais decisões já estavam tomadas, faltava apenas contornar as condicionalidades ambientais, entre outras. O rito não foi para mudar uma decisão, mas para legitimá-la.

Por que mais essa agressão aos povos da floresta e à Amazônia? Será que não somos capazes de nos libertar de obsoletas ideias de desenvolvimento que nos levam a praticar uma espécie de colonialismo interno, que conquista zonas chamadas livres e de expansão, explora recursos naturais, destrói e concentra riquezas?

A justificativa de matriz elétrica limpa não melhora a imagem de um desenvolvimento contrário ao futuro dos povos que compõem a nossa diversidade brasileira. Outras, muitas outras opções existem. Uma delas é o uso mais eficiente da energia que já temos. Além disso, podemos e devemos transformar em eletricidade o sol e os ventos com os quais a natureza nos brinda. Por que insistir na grande usina, nos custosos investimentos de produção e transmissão de energia para locais distantes, e não no pequeno e localizado, onde existe a necessidade de energia elétrica e a possibilidade de satisfazê-la?

O debate sobre a Usina Hidroelétrica de Belo Monte é, antes de tudo, um debate sobre o Brasil que queremos – sustentável, solidário e democrático –, no qual poder e economia se relocalizam, se aproximam da cidadania e por ela são controlados.

*Sociólogo, diretor do Ibase

Publicado em 12/02/2010.

China passa Japão e é 2ª maior economia do mundo

Ewerthon Tobace - BBC - 14/02/2011

Disputa oriental

O governo japonês divulgou hoje o balanço econômico de 2010 e confirmou a perda do posto de segunda maior economia mundial para a China.

De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em 2010 ficou em US$ 5,474 trilhões. Já a China fechou o ano com um acumulado de US$ 5,8786 trilhões.

A queda nas exportações e no consumo interno, desencadeada pela recessão de 2008/2009, prejudicou o desempenho do Japão. Já a China teve um excelente desempenho no setor manufatureiro.

Segundo os dados divulgados pelo governo, a economia japonesa teve uma retração de 1,1% na taxa anualizada nos três últimos meses de 2010. O crescimento recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior.

Foi a primeira vez, em quatro trimestres, que a economia registrou uma contração. Assim, o PIB anual teve uma expansão de 3,9%.

Cerca de 30 mil Poços de Belém estão contaminados

Saúde Pública

População está tomando coniformes fecais... 

O Geólogo e Pesquisador  da Universidade Federal do Pará, Milton Matta alertou um dado preocupante para Belém, segundo ele, a mioria dos poços de Belém podem estar contaminados por coniformes fecais e por chorume ( líquido oriundo do lixo ), o que pode provocar diversas doenças na população.

A proliferação dos poços está aliada  a falta de efetivação de uma política pública de abastecimento de água, pois em grande parte o sistema de abastecimento não é efetivados nessas localidades.

A falta de experiência e de avaliação técnica na construção  para que não ofereça riscos. "Deve-se evitar que estes poços utilizem a camada da superfície porque esta já está com água comprometida. Não se pode cavar poços próximos a fossas", informou.

A pergunta que se faz: onde estão nossos vereadores para cobrar uma maior fiscalização do poder público municipal. Os órgãos de controle ambiental.  E o Plano Diretor...

Empresários querem centro de pesquisa sobre energia eólica

A energia eólica é um bom caminho, não agride o meio ambiente e pode ser uma alternativa viável no Pará, principalmente na região do Marajó e Salgado.

Daniel Mello - Agência Brasil - 11/02/2011

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, defendeu a criação de um centro de pesquisas e de um centro de testes para desenvolver equipamentos voltados ao setor.

Tecnologia eólica

Simões lembrou que o crescimento da importância das usinas movidas pelo vento na matriz energética brasileiras ocorreu devido a uma "janela de oportunidade", a crise financeira de 2009.

"Precisamos dominar essa tecnologia. Motivar os investidores que estão aqui para instalar as suas máquinas", disse ele no Wind Forum Brazil 2011, encontro que debateu questões de interesse do setor de geração eólica.

O desaquecimento econômico aumentou a capacidade ociosa das empresas da União Europeia, o que deixou os equipamentos mais baratos. A valorização do real em relação ao dólar também facilitou a aquisição desses equipamentos.

O Brasil gera atualmente 930,5 megawatts-hora (MWh) com as usinas eólicas. Em 2009, os ventos produziam apenas 606 MWh.

Leilões de energia eólica

Mas a perspectiva de expansão é grande: nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2009 e 2010 foram comercializados 3,8 mil MW, que deverão ser entregues até 2013.

Agora, Simões defende a continuidade dos leilões que priorizem a energia eólica pelo período de mais oito ou dez anos, como incentivo para o setor. "É fundamental continuarmos com leilões exclusivos para consolidarmos a produção de equipamentos".

No entanto, o especialista em regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Aymoré de Castro Alvim Filho, que também participou do evento, acha desnecessários os leilões voltados apenas para comercialização da energia eólica. "Não precisa mais ter leilão específico para eólica, a eólica já se mostrou bastante competitiva", ressaltou

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pesquisador quer quantificar sustentabilidade ambiental

  Com informações da Agência USP - 09/02/2011

O pesquisador brasileiro Joaquim Francisco de Carvalho, da USP, desenvolveu um estudo onde propõe uma metodologia para medir a sustentabilidade ambiental de maneira quantitativa.

Um artigo sobre o tema acaba de ser publicado na Renewable and Sustainable Energy Reviews.

Definição de sustentabilidade

Segundo Carvalho, a definição de sustentabilidade geralmente aceita é baseada no chamado Relatório Brundtland, de 1987. Esta definição qualitativa estabelece que um projeto é sustentável quando não contribui para degradar o meio ambiente e o mantém capaz de fornecer recursos para as gerações futuras.

Embora esta definição tradicional seja adequada para o debate político, por levar em conta apenas o lado qualitativo, não há até hoje uma definição quantitativa sobre sustentabilidade.

"Com base nesta definição, fica impossível afirmar, com segurança, que a construção de uma usina hidrelétrica causará mais ou menos danos ao meio ambiente do que centrais termelétricas a carvão ou a biomassa" pondera Carvalho.

"Entretanto, o artigo recentemente publicado deve ser considerado apenas como uma pesquisa básica sobre o assunto, que poderá ser útil na medida que oferece para outros estudiosos sugestões para linhas de pesquisas a serem exploradas sobre o tema", alerta ele.

O que é entropia

A metodologia foi baseada em conceitos de um ramo da Física denominado "Termodinâmica do Não-equilíbrio" e está estruturada a partir dos princípios de mínima e máxima produção de entropia.

A entropia é uma grandeza permite avaliar a degradação da energia de um sistema - a entropia de um sistema caracteriza o seu grau de desordem.

"Podemos dizer que a sustentabilidade de um sistema, como a Terra, por exemplo, depende basicamente do equilíbrio dos fluxos de energia que entram e saem, compara Carvalho.

Este equilíbrio é influenciado pelo número de elementos do sistema e por seu regime termodinâmico, ou pelo nível de organização de seus elementos. Isso caracteriza a entropia do sistema. Sistemas sustentáveis produzem pouca entropia e são bem organizados, enquanto sistemas insustentáveis produzem muita entropia e são caóticos".

O pesquisador usa como exemplo a energia que chega na Terra por meio do Sol.

"Neste caso, a energia solar, recebida direcionalmente num fluxo de alta qualidade e baixa entropia, é responsável por uma série de fenômenos atmosféricos e geológicos, pela fotossíntese, pelo metabolismo das plantas e de animais e é reemitida com baixa qualidade (degradada) e alta entropia. Porém, há um balanço energético entre a energia que entra e a que sai", esclarece, lembrando que entropia está associada à temperatura.

Já no caso de uma plantação de cana-de-açúcar em áreas especialmente desmatadas para isso, Carvalho explica que o fluxo entrópico é alto, entre outros fatores, por força do desmatamento, que causa a destruição de um ecossistema e, consequentemente, de uma série de informações genéticas e biológicas, gerando caos (desequilíbrio) naquele meio.

"Qualquer processo que desorganize, destrua informação ou diminua a eficiência de um sistema aumenta a sua entropia. As causas podem ser o atrito, em sistemas mecânicos; resistência elétrica, em sistemas elétricos; super-exploração e mau uso do solo, em sistemas agrícolas; transportes caóticos e desperdício de energia, nas cidades, etc", destaca o pesquisador.

Definição de desenvolvimento sustentável

"Podemos então definir desenvolvimento sustentável em função da intensidade dos impactos ambientais causados pelas atividades econômicas, como aquele que tenda a manter os fluxos de entropia dos sistemas terrestres próximos aos atuais, que são os que viabilizam a vida humana. Esta definição ainda não é precisa; entretanto, com base nela, poderíamos estabelecer escalas de magnitudes de impactos sobre o ambiente natural, provocados por atividades econômicas básicas", sugere Carvalho.

Segundo o pesquisador, essas escalas ainda são limitadas pela escassez de trabalhos experimentais e, portanto, pela insuficiência de dados quantitativos. "Mas na medida que vá crescendo o interesse por este assunto, os pesquisadores da área de energia poderão definir escalas cada vez mais precisas, em função do que poderíamos chamar de Graus Entrópicos das atividades consideradas.

Índice de desenvolvimento humano sustentável

No artigo, o pesquisador sugere ainda a criação de um Índice de Desenvolvimento Humano Sustentável (IDHS), que seria obtido a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - formado por dados ligados à expectativa de vida ao nascer, educação e Produto Interno Bruto (PIB) de um país - e de um Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA).

O ISA seria estabelecido em função dos graus entrópicos dos produtos de maior peso na economia.

"Os materiais de maior impacto entrópico teriam peso maior. Por exemplo, o impacto de um quilo de alumínio - que implica extração do minério e elevado consumo de eletricidade - é bem maior do que o de um quilo de madeira, que é produzida por fotossíntese, um processo natural que consome apenas energia solar, dióxido de carbono e água, existentes na atmosfera", explica.

No artigo, o pesquisador sugere ainda que a Organização Mundial do Comércio (OMC) utilize o IDHS para estabelecer escalas de acréscimos e decréscimos nas tarifas de exportação de países, de acordo com índices maiores ou menores de IDHS.